‘Taxa rosa’: pesquisa aponta que produtos femininos podem custar até 50% mais que versões masculinas em Cuiabá
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Entre os produtos com maior diferença estão recargas de lâminas de barbear na versão feminina
João Reis/Setasc-MT
O Programa de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon-MT) identificou diferenças de até 50% nos preços de produtos equivalentes destinados ao público feminino em comparação com versões masculinas, após monitoramento feito em estabelecimentos comerciais de Cuiabá, nesse domingo (8).
A pesquisa foi realizada ao longo de fevereiro pela equipe de fiscalização do órgão. Ao todo, foram analisados 74 produtos, sendo 37 femininos e 37 masculinos, em 12 lojas da capital. Segundo o levantamento, 13 itens apresentaram diferença de preço entre as versões analisadas, o que representa cerca de 17,5% da amostra. A variação média encontrada foi de 18%.
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Entre os produtos com maior diferença estão recargas de lâminas de barbear na versão feminina, com cerca de 51% de variação, mochilas escolares com personagens em versão rosa, com diferença de 30% em relação às azuis, e estojos escolares femininos, que chegaram a custar 20% a mais.
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De acordo com o Procon, em muitos casos os produtos tinham a mesma função e características semelhantes, mudando apenas detalhes estéticos, como cor ou design.
A prática é conhecida como “taxa rosa”, expressão usada para descrever quando produtos ou serviços destinados às mulheres são vendidos por preços mais altos do que versões equivalentes voltadas ao público masculino.
O órgão informou que fabricantes e fornecedores serão notificados para explicar os critérios usados na formação dos preços. Caso não haja justificativa técnica ou econômica para a diferença, a prática pode ser considerada abusiva, conforme o Código de Defesa do Consumidor.